07/07/2011

aqueloutro



“every new beginning comes from some other beginning's end”
--------------------------------------------------in i can read


Vai à boleia do verbo amar. Táxi verde. Tridimensionalmente verde. Esmeralda. Rasga estrada sob o calcanhar. Aquilos. Primo contrafaccionado de Aquiles e tio-avô d'Aqueloutro cuja graça grassa em memória calejada pela indiferença. Taxista por vocação. Intervalo de confiança: 8%. Vende verniz no mercado. Amarelo. O rasto pontilhado verbo fora pelo pé de Esmeralda. Ri-se o dedo moçoila – aqueloutro que nos falha ou sobeja na criatividade monocromática da última gota arrancada ao frasco. Errante. Amar no infinitivo. A janela aberta à conjugação dum cliché bonito, o telhado ensurdecido do mundo no grito bárbaro do cliché bonito!, e demais elegância do dedo que nos sustenta queda sobre um stiletto partido. Esmeralda entra no táxi às bolinhas amarelas. Ri-se a boleia na primeira pessoa, sobre saltos-altos. Verdes. Gosta do bonito. Plural e afirmativo. Desvio-padrão: está a olhar para ti. Não, está a olhar para Aqueloutro que apenas quer ser bonito. Sim, mais do que tu. Esmeralda consome vida em stéreo. Grita, selvagem! É o que tu quiseres. E uma unha pintada. Total da tua imaginação. Pessoal e sem margem de erro: o taxímetro no infinitivo e a estrada aos nossos pés. O sermos verbo. Amar.

8 comentários:

lynce disse...

A tua sorte foi eu, de madrugada, ter deixado a porta aberta...
:)))

JanaFerraz disse...

Acabei de encontrar o seu blog e me encantei *-*
É um cantinho muito bonito.
Ficarei por aqui e voltarei sempre que puder.
ESTOU A SEGUIR!

Tenho um lugarzinho assim também:
www.misturadinamica.blogspot.com
Ficarei feliz em te receber por lá.

A.S. disse...

Delicioso, subtil, irreverente!
Gostei!!!


Beijos,
AL

Von disse...

Eu cá não percebi um pintelho do que escreveste neste post.

Antonio José Rodrigues disse...

Já ministrei estatística em vários cursos superiores e, portanto, fiquei encantado com o seu conhecimento de estimativa e hipótese. Contextualizou equilibradamente o texto e, de quebra, me fez pegar carona neste táxi imaginário com destino ao infinito. Senti-me flutuando nas chances e probabilidade de uma eternidade. Desliguemos a bandeira dois e, então, deixemos o belo nos levar. Beijos, moça inteligente

DE-PROPOSITO disse...

Gosta do bonito.
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O bonito encontra-se em todas as coisas! Até no que não é 'bonito'.
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Felicidades
Manuel

Blogadinha disse...

» JanaFerraz e A.S.

Obrigado pelas vossas palavras.
Visitar-vos-ei. Sejam bem-vindos!

Blogadinha disse...

» Lynce
Registado e respondido. :)

» Von
A ti os volante e comentário do António!

» António José Rodrigues
E a inteligente sou eu...? Grata pelo rigor analítico - na mouche! Bjo

» De-propósito
Se bonito lhe parece, sim, encontra-se. Felicidade retribuída.